Câmara aprova, na madrugada, “novo” Estatuto do Magistério que revoga direitos históricos dos professores; veja a votação

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Câmara aprova, na madrugada, “novo” Estatuto do Magistério que revoga direitos históricos dos professores; veja a votação

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Guarda Municipal reprimiu servidores que se manifestavam nesta quarta-feira (17). Foto: Reprodução

Em sessão que se estendeu pela madrugada desta quinta-feira (18), a Câmara Municipal de Belém (CMB) aprovou o projeto de lei, enviado pelo prefeito Igor Normando (MDB), que revoga o estatuto em vigor desde 1991 e uma série de leis complementares, substituindo um arcabouço legal construído ao longo de mais de 30 anos, por um “novo” Estatuto, baseado em avaliações de desempenho, gratificações condicionadas e decisões administrativas regulamentáveis por decreto.

O projeto foi enviado às vésperas do recesso de fim de ano da CMB, junto a um conjunto de outros PLs, batizado de “pacote da maldade”,  e sua aprovação rápida gerou revolta entre os professores. As principais mudanças apontadas como retrocessos São:

O fim da eleição para diretores: A escolha de diretores de unidades escolares deixa de ser por eleição direta.
Fim da gratificação de nível superior: A remuneração adicional por formação acadêmica é extinta.
Progressões condicionadas: Todas as progressões na carreira ficam subordinadas a critérios e avaliações definidos pelo Executivo.
Redução do período de férias: As férias dos professores, que eram de 45 dias, foram reduzidas para 30 dias.
Regência de classe desvalorizada: O valor da regência de classe foi fixado em R$ 600, deixando de ser um percentual do salário. Esse valor ainda fica sujeito à retirada total pelo gestor da escola, a seu critério.

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A bancada do PSOL apresentou 20 emendas, mas somente uma foi aprovada, garantindo que o profissional do magistério não seja penalizado por faltas justificadas, como licenças legais, atestados médicos e outros afastamentos previstos em lei.

A nova legislação concentra poder na gestão municipal, permitindo que aspectos centrais da remuneração e da carreira sejam definidos por meio de decretos, sem necessidade de passar pelo legislativo. Para a categoria, a medida representa um desmonte sem precedentes da carreira do magistério público municipal, retirando direitos consolidados há décadas e transferindo para critérios subjetivos e políticos conquistas antes garantidas por lei.

Os professores prometem se mobilizar contra o projeto, agora aprovado, e que vai à sanção de Igor Normando.

Veja como votaram os vereadores e vereadoras
VOTARAM A FAVOR

John Wayne – MDB

Adalberto Junior – MDB

Tulio Neves – PSD

Pablo Farah – MDB

Bieco – MDB

Renan Normando – MDB

Michell Durans – PSB

Fábio Souza – MDB

Roni Gas – MDB

Marcos Xavier – Republicanos

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Blenda Quaresma – MDB

Igor Andrade – Rede

Felipe Vinagre – União

Vitor Sales – União

Moa Moraes – PV

Augusto Santos – Republicanos

Pastora Salete – PSD

Lulu das Comunidades – PSDB

Jorge Vaz – PRD

Zeca do Barreiro – União

André Martha – PSD

Higino – PSD

Patrícia Queiroz – PP

VOTARAM CONTRA

Marinor Brito – Psol

Vivi Reis – Psol

Nay Barbalho – PP

Raquel dos Animais – PDT

Professor Alfredo Costa – PT

Rodrigo Moraes – PCdoB

Neia Marques – PT

Zezinho Lima – PL

Ágatha Barra – PL

Mayky Vilaça – PL

AUSENTES

Silvane Ferraz – MDB

João Coelho – PDT

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