Marinor Brito cobra Prefeitura por falta de fórmula para crianças com APLV em Belém

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Marinor Brito cobra Prefeitura por falta de fórmula para crianças com APLV em Belém

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Programa de Alergia Alimentar (PAA), pioneiro na região norte , foi criado em Belém no ano de 2006. Foto: Ascom Sesma

Crianças diagnosticadas com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) seguem enfrentando desabastecimento de fórmulas especiais na rede pública de saúde de Belém. O problema teve início ainda em outubro de 2025, e se agravou em abril deste ano, quando o fornecimento foi completamente interrompido. Após mais de um mês sem qualquer entrega, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém distribuiu, no final da tarde desta quarta-feira (22), uma quantidade considerada insuficiente pelas famílias atendidas pelo programa.

“Entregaram algumas latas só pra tentar calar os pedidos. Isso não é suficiente para suprir a necessidade de todas as crianças. Tem mãe que vai receber duas latas e, quando acabar, pode ficar sem nenhuma”, denunciou uma das mães.

As fórmulas Neocate e Pregomim, prescritas por médicos especialistas, são o único alimento seguro para crianças com APLV. Sem elas, a ingestão de proteína do leite pode provocar reações graves, como vômitos, diarreia, sangramento intestinal e crises alérgicas severas. No mercado, cada lata pode custar entre R$ 300 e R$ 400, valor inacessível para muitas famílias.

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Diante das denúncias, a vereadora Marinor Brito (PSOL) protocolou pedido de esclarecimentos à Prefeitura de Belém, cobrando explicações sobre a interrupção do fornecimento, as medidas adotadas durante o período e o prazo para regularização do serviço.

“Estamos falando do alimento de crianças. Não é um suplemento, é o único meio seguro de alimentação para essas crianças. A Prefeitura precisa responder com urgência”, afirmou a parlamentar.

O Programa de Alergia Alimentar (PAA), pioneiro na região norte , foi criado em Belém no ano de 2006. As fórmulas a base de Aminoácidos, de Hidrolisado com ou sem lactose, e a base de soja são distribuídas na Unidade de Saúde do bairro de Fátima. Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Sociedade Brasileira de Clínica Médica e Associação Brasileira de Nutrologia, de 2% a 5% das crianças em todo o mundo desenvolvem Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).

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