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Em meio ao cenário de alagamentos que voltou a atingir diversos bairros de Belém nos últimos dias, a vereadora Marinor Brito (Psol) denunciou na tribuna da Câmara Municipal de Belém a paralisação de projetos de lei voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas e ao combate ao racismo ambiental. Segundo a parlamentar, propostas que poderiam reduzir os impactos das chuvas sobre as comunidades mais vulneráveis seguem sem avançar na Casa, mesmo diante da situação de emergência vivida por centenas de famílias na capital.
Durante o pronunciamento, Marinor afirmou que apresentou um projeto para estabelecer as bases de uma política municipal de atenção às emergências climáticas e outro para instituir um programa de justiça climática direcionado às periferias e favelas da cidade. De acordo com a vereadora, as duas iniciativas foram deixadas de lado, algumas barradas na Comissão de Justiça e outras sem sequer serem levadas ao plenário para discussão.
“Esses dois projetos estão aí nas gavetas”, afirmou a parlamentar, ao criticar a falta de prioridade dada a medidas que poderiam preparar Belém para enfrentar eventos extremos cada vez mais frequentes. Para ela, se políticas preventivas já estivessem em execução, os danos provocados pelas chuvas recentes poderiam ter sido significativamente menores para a população que vive nas áreas mais pobres.
As chuvas registradas nos últimos dias transformaram ruas em rios, invadiram casas e deixaram moradores ilhados em vários pontos da cidade. Para Marinor, o que se viu não foi apenas consequência da chuva, mas o retrato de uma gestão que continua reagindo à crise em vez de preveni-la.
“Não adianta, num momento como esse de chuva, de crise, de alagamentos, que destrói os sonhos de famílias e coloca em risco as famílias da periferia, fazer apenas proselitismo político”, declarou.
A vereadora também voltou a cobrar explicações sobre a paralisação das obras de macrodrenagem da Bacia do Mata-Fome e questionou a aplicação dos recursos anunciados para obras de micro e macrodrenagem na cidade ao longo dos últimos anos. Segundo ela, enquanto bairros inteiros enfrentam prejuízos a cada temporal, a população segue sem respostas sobre investimentos que nunca chegaram às áreas mais afetadas.
Marinor afirmou que os alagamentos recorrentes em Belém não podem mais ser tratados como episódios isolados, mas como um problema estrutural agravado pela ausência de políticas públicas voltadas às comunidades periféricas, historicamente mais expostas aos efeitos da crise climática. “Quem foi eleito para fazer a gestão da cidade tem que responder pelos problemas da cidade”, disse.
Ao encerrar o discurso, a parlamentar reforçou que continuará pressionando o Executivo municipal para que a cidade adote medidas concretas de adaptação climática e proteção social. Segundo ela, enquanto projetos seguem engavetados, a população mais pobre continua pagando o preço da omissão do poder público. “Eu vou seguir cobrando responsabilidades das secretarias municipais e do gestor municipal”, concluiu.
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