Friedrich Merz, primeiro-ministro da Alemanha – Foto: reprodução
Por Aldenor Junior
Friedrich Merz, primeiro-ministro da Alemanha, não cometeu uma simples descortesia ou uma dessas gafes diplomáticas nada incomuns nestes tempos grosseiros em que o mundo parece normalizar figuras asquerosas como Donald Trump e que tais. Ao afirmar que a delegação alemã estava “contente” ao deixar “aquele lugar”, referindo-se a Belém, sede da COP30 que os abrigara durante a primeira semana do maior evento climático mundial, ele apenas reproduziu um clichê colonial.
Essas terras bárbaras, ao sul do Equador, servem apenas como depósitos de recursos minerais e fonte de espoliação do sangue vermelho de sua população nativa. Agiu exatamente como um rei da Prússia avaliando sua última conquista territorial no além-mar.
Merz é de direita, isso não é novidade. Seu partido voltou ao poder na Alemanha após suceder uma frágil coalizão socialdemocrata. O que chama atenção é o viés xenófobo e aparofóbico que ele exala, absorvendo muito do ambiente tóxico que domina a velha Europa, com a ascensão da extrema-direita, ou com a prevalência da direita conservadora, que parece beber na mesma fonte de intolerância e idêntica truculência.
O Brasil e sua capital simbólica ao longa da COP30, a Belém do Pará tão alegre e hospitaleira, porém, não se ajoelham diante desses arreganhos. O repúdio a esse estúpido veio rápido e uniu a sociedade de fio a pavio, como deve ser.
Desde sempre, essa terra não discriminou quem quer que aqui viesse em paz, da mesma feita que não hesitou em fazer a guerra contra os que vieram profaná-la.
Friedrich Merz, faça-nos o favor: vá cantar em outra freguesia, porque aqui não toleramos agressão e desrespeito, venha de onde vier.
*Aldenor Junior é jornalista
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