Fotos: Reprodução e Internet
Nos últimos meses, tem se intensificado no ambiente digital uma série de ataques coordenados contra perfis críticos às gestões do governo do Pará e da Prefeitura de Belém. As ações incluem o uso de robôs para derrubada de contas, como no caso do jornalista Adriano Wilkson, além da disseminação de desinformação e conteúdos falsos. Entre os alvos estão figuras públicas como o ex-prefeito Edmilson Rodrigues (Psol) e parlamentares.
De acordo com apurações preliminares, há suspeitas da atuação de uma estrutura organizada, descrita como uma “milícia digital”, que utilizaria inclusive recursos e agentes vinculados à máquina pública para impulsionar ataques, em dinâmica semelhante ao que se convencionou chamar de “gabinete do ódio”. A principal linha aponta para a possível participação de servidores comissionados, com orientação sobre conteúdos e alvos partindo de níveis superiores da administração.
Um dos exemplos seria a ofensiva virtual direcionada a Edmilson diante do colapso urbano após os alagamentos na cidade, que sacrificaram milhares de cidadãos com perdas de bens e outros transtornos. As críticas feitas por ele sobre o abandono de obras de macrodrenagem, como as intervenções no Mata Fome e a limpeza dos canais, foram seguidas por uma reação coordenada nas redes, marcada pela repetição de narrativas e similaridade de textos em perfis considerados suspeitos. O mesmo ocorreu com outros parlamentares críticos da atual gestão.
Numa das mensagens criminosas, a orientação era atribuir a Edmilson um falso envolvimento em casos de desvio de recursos da então Secretaria de Saneamento (Sesan). Ocorre que o nome do ex-prefeito não foi sequer citado nas investigações. Além disso, o processo foi anulado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), evidenciando o caráter deliberadamente enganoso do conteúdo disseminado.
O suposto “gabinete do ódio” não poupa nem aliados por críticas eventuais. Em vídeo publicado nesta semana, a vereadora Raquel dos Animais, do PDT afirma que depois de uma denúncia contra a presidenta da Fundação Papa João XXIII, na Câmara Municipal, seus perfis nas redes sociais têm sido alvo de “ataques massivos, simultâneos” de perfis criados em março deste ano. Outra vereadora, Vivi Reis (Psol), também denunciou “ataques coordenados de contas suspeitas”. Diante dos indícios, as vítimas devem ingressar com pedido de investigação e responsabilização, junto aos órgãos competentes.
Desde o início da gestão de Igor Normando (MDB), observa-se um padrão recorrente de deslocamento de responsabilidades, com problemas administrativos sendo atribuídos à gestão anterior. Essa repetição sistemática que ultrapassa a narrativa política, pode indicar uma tentativa orquestrada para desconstruir a imagem de adversários e blindar o atual governo diante das recorrentes crises.
O post Denúncias apontam suposto “gabinete do ódio” contra Edmilson e críticos da gestão Igor Normando apareceu primeiro em PONTO DE PAUTA – PARÁ.















