Bragança vibra com a Marujada de São Benedito: tradição, fé e cultura na orla do Rio Caeté

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Bragança vibra com a Marujada de São Benedito: tradição, fé e cultura na orla do Rio Caeté

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A cidade de Bragança, no nordeste paraense, a 220 quilômetros de Belém, foi palco ontem, Dia de Natal, quinta-feira, 25, de uma das celebrações mais vibrantes e significativas do calendário cultural e religioso do Pará: a Marujada de São Benedito. Milhares de devotos e visitantes caminharam pelas ruas e pela Orla do Rio Caeté para celebrar essa tradição secular que mistura devoção, música, dança e identidade popular.

A Marujada é o momento culminante da Festividade do Glorioso São Benedito, um ciclo de celebrações que tem início em meados de dezembro e se estende até o dia 26, dia em que se reverencia especialmente São Benedito — santo conhecido por sua forte conexão com a ancestralidade afro-brasileira e padroeiro da cidade.

MAIS DE DOIS SÉCULOS

A história da Marujada de São Benedito remonta ao final do século XVIII. Em 1798, negros escravizados e libertos da então Vila de Bragança fundaram a Irmandade do Glorioso São Benedito, dando início a um festejo que combinava elementos religiosos, danças, folias, rezas e ladainhas — expressões que ao longo de mais de 200 anos moldaram a tradição que se conhece hoje.

Desde sua origem, a festa se estabeleceu como uma manifestação de fé e resistência cultural, mantendo ao longo das gerações uma forte presença comunitária. Além de Bragança, outras cidades da região bragantina, como Augusto Corrêa, Capanema, Primavera, Quatipuru e Tracuateua, também preservam suas próprias marujadas, ampliando o alcance dessa manifestação cultural no Pará.

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O ÁPICE DA FESTA — 26 DE DEZEMBRO

O ponto alto da festividade é o feriado municipal de 26 de dezembro, quando ocorre a Marujada propriamente dita. Marujos e marujas — como são chamados os participantes — vestem trajes típicos, cantam, dançam e percorrem ruas e avenidas em procissão em homenagem a São Benedito. A celebração é marcada por ritmos tradicionais, passos coreografados e uma energia coletiva que envolve jovens, adultos e crianças.

A Marujada é também um momento de identidade cultural: os grupos se organizam em comitivas, cada qual com suas cores e ritmos. Ao longo do dia, a cidade se transforma em um grande palco onde fé e tradição se misturam, atraindo moradores e turistas, além de fortalecer os laços afetivos e comunitários entre os bragantinos.

PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

Em 2024, as Marujadas de São Benedito do Pará foram oficialmente reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), um reconhecimento da importância histórica, social e simbólica dessa expressão cultural para o país.

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Esse título não apenas valoriza a festa em si, como ressalta o papel que ela desempenha na manutenção de práticas culturais que dialogam com a ancestralidade afro-brasileira e com a religiosidade popular, reafirmando a Marujada como peça central da identidade bragantina. Rede Nazaré de Comunicação

CULTURA E FUTURO

Além do aspecto religioso, a Marujada desempenha um papel essencial na formação cultural das novas gerações. Crianças e jovens participam ativamente das preparações e das danças, vestindo trajes e aprendendo os rituais com familiares e líderes comunitários, perpetuando um legado que ultrapassa as fronteiras do tempo.

Com o suporte de instituições públicas e da comunidade, Bragança segue reafirmando a Marujada não só como uma festa, mas como um símbolo vivo de fé, história e diversidade cultural brasileira.

Por ROBERTO BARBOSA/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Reprodução

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